Ao me sujeitar a criar meus comentários públicos, me senti na obrigação querer contribuir na geração de conteúdo "dilemáticos", reflexivos e contemporâneos.
Seguindo esta linha de pensamento, o primeiro assunto após a estréia deste blog é reservado a um tema criado no Século XVIII (final do XVII para alguns), mas que até hoje pode ser tratado como uma pauta perfeitamente atual; conhecido como: ILUMINISMO.
O iluminismo nada mais é do que um movimento cultural e filosófico ocorrido na Europa no período entre a Revolução Inglesa (1688) à Revolução Francesa (1789); período este também conhecido como o "Século das Luzes".
Em linhas gerais, o Iluminismo aborda como pensamento central a importância da razão, que é encarada pelos seus pensadores como (...) a faculdade capaz de libertar o homem dos principais inimigos de todo conhecimento e progresso: a ignorância, o obscurantismo e a superstição. Desta maneira, estes pensadores empreendem luta contra tudo que possa servir de obstáculo ao livre desenvolvimento de suas possibilidades; por isso, é próprio ao movimento elaborar considerações não apenas filosóficas, mas sobretudo de caráter social, ético, político e religioso. (...)
O obscurantismo tratado desde o século XVIII se mantém forte e presente em nossos dias atuais. Somos bombardeados de informações que "interessam" ser retratadas e nos induzem a partilharmos do pensamento "imposto" pelas elites tais como a cultura do consumismo, o narcizismo, a ignorância política e social.
Como forma de reflexão, convido a todos os interessados a refletirem no por quê somos levados a criticar e condenar programas de inclusão social como o Bolsa Família mas ao mesmo tempo somos "obrigados" a aceitar o o financiamento com dinheiro público para empresas presididas até então por executivos que se preocupam e sempre se preocuparam em manter seu status, gerar e ostentar o luxo; enquanto a todo momento se esqueciam voltar os olhos a sociedade ao qual estão inseridos e que tanto carece de ajuda para a inclusão social, econômica, cultural e intelectual (entre outras tantas passíveis de serem aqui postadas).
O importante não é a laranja, é a vitamina C.
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